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Menopausa precoce aumenta risco de infarto ao longo da vida, aponta estudo

Queda precoce do estrogênio expõe mulheres a um acúmulo de fatores de risco que muitas vezes passa despercebido por anos. Chance de eventos cardíacos pode aumentar até 40% em alguns casos.

Um novo estudo publicado na revista científica JAMA Cardiology acende um alerta para a saúde feminina ao associar a menopausa antes dos 40 anos a um aumento significativo no risco de infarto. De acordo com a pesquisa, mulheres que passam por essa transição mais cedo apresentam cerca de 40% mais eventos cardíacos, incluindo casos fatais e não fatais, ao longo da vida quando comparadas àquelas que entram na menopausa após essa idade.

A menopausa precoce ocorre quando a interrupção definitiva da menstruação acontece antes dos 40 anos, marcando o fim da fase reprodutiva. Esse processo envolve uma queda acentuada nos níveis de estrogênio, hormônio que exerce papel importante na proteção cardiovascular. Com essa redução, o organismo passa por mudanças metabólicas relevantes, como aumento do colesterol, elevação da pressão arterial e alterações na composição corporal.

Essas transformações não impactam apenas exames laboratoriais. “No dia a dia, podem refletir em cansaço, redução da disposição física, mudanças no peso corporal e maior dificuldade em manter hábitos saudáveis. Quando não há informação ou acompanhamento adequado, esses fatores podem se acumular silenciosamente, elevando o risco de doenças cardiovasculares ao longo dos anos”, explica Alexandra Ongaratto, médica especializada em ginecologia endócrina e climatério e Diretora Técnica do Instituto GRIS.

Amostra de dados

O estudo estrangeiro analisou dados de mais de 10 mil mulheres, incluindo participantes brancas e negras, e identificou diferenças importantes entre os grupos. Cerca de 15% das mulheres negras relataram menopausa precoce, em comparação a menos de 5% das mulheres brancas. Além disso, o risco de infarto ao longo da vida aumentou em 41% entre mulheres negras e 39% entre mulheres brancas que passaram pela menopausa antes dos 40 anos.

Para a ginecologista, os dados reforçam a necessidade de ampliar o olhar sobre a saúde da mulher. “Há cada vez mais indícios de que a história reprodutiva deve ser considerada como um fator relevante na avaliação de risco cardiovascular, algo que ainda não é rotina em muitos atendimentos” e, ainda segundo a médica, entender quando ocorre a menopausa pode mudar a forma como a prevenção é conduzida.

Outro ponto destacado pela especialista é que as alterações hormonais desse período desencadeiam uma série de efeitos em cadeia no organismo. A redução do estrogênio está associada a aumento de gordura abdominal, perda de massa muscular e piora de indicadores como pressão arterial e colesterol, fatores diretamente ligados ao risco cardiovascular.

Um problema recorrente: acompanhamento médico

A ausência de acompanhamento pode fazer com que esses sinais passem despercebidos. Muitas mulheres não relacionam sintomas da menopausa com saúde do coração, o que atrasa medidas preventivas. Isso pode impactar, além da saúde física, a qualidade de vida, produtividade no trabalho e bem-estar emocional.

O estudo também chama atenção para desigualdades em saúde. Mulheres negras apresentaram maior prevalência de fatores como hipertensão e diabetes, além de possíveis impactos de estresse crônico e menor acesso a cuidados preventivos, o que pode agravar ainda mais o risco cardiovascular quando associado à menopausa precoce.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de uma abordagem preventiva ao longo da vida. A prática regular de atividade física, o monitoramento de pressão arterial, colesterol e glicemia e o acompanhamento médico contínuo são medidas essenciais para reduzir riscos futuros.

Para Alexandra, a principal mensagem é clara. Informar e acompanhar de forma individualizada são passos fundamentais para evitar que mudanças naturais do corpo se transformem em problemas mais graves. A menopausa deve ser vista como um momento chave para reavaliar a saúde de forma ampla.

Instituto GRIS

O Instituto GRIS tem como compromisso priorizar o bem-estar e a saúde feminina. Sediado em Curitiba, é pioneiro como o primeiro Centro Clínico Ginecológico do Brasil, agregando as mais avançadas tecnologias para o cuidado da saúde íntima feminina. Seu enfoque abrangente e especializado combina inovação e dedicação, ajudando as mulheres a assumirem o protagonismo em suas jornadas de saúde.

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